Doi olhar para trás, para um mundo de fantasia, onde reina a ironia, o amor e o ardor. Agora vejo mágoa que magoa, coração sem paixão, sem emoção, sem devoção. Rios de sensações, aguas passadas que agora choradas. Sangue derramado, alma destroçada... Cavalgando sob o vento, caminhando sob as linhas contorversas do infinito, que me puxam e me anulam, que se adicionam e me pressionam, que se subtraiem e me atraiem, que se multiplicam e em mim implicam, que se dividem e em mim incidem. Que me fuzilam, que soltam o seu poder da escurdião, de solidão, de tristeza e desilusão.
As correntes da vida prendem-me, sugam a minha energia, tornando-a numa vida exotermica. A força util é agora inutil... Quero aumentar a energia mecânica, a cinética e a prontêncial gravitica, mas não posso, não me deixam... As prateadas correntes traduzem a morte da minha alma, o meu espirito aprodece ao suberbo luar que ilumina a imensa dor, a dor mais profunda, a dor de um amor, de um coração partido que arde nas chamas das lagrimas cristalinas.
Nada me prende aqui... o mar perdeu a cor, a luz perdeu o brilho e a dor dominou o meu espirito... Quero Voar rumo ao desconhecido, pois quanto mais conheço, mais me apercebo que nada conheço.
Os horizontes afastam-se e o chão foge, a sombra guia o meu corpo, o amor agora é apenas indiferênça. E chove, chove torrencialmente, as gordas lagrimas dos anjos caíem na minha face, nasce a agonia e escuridão invade a alma...
Procuro um guarda-lagrimas...
