Poderá um anjo caído renascer das cinzas, tão ardosamente vividas? Um impuro Arcanjo que caira na escuridão do seu coração, mágua, ternorenta dor negra se alastrou sobre minhas doces viscosas entranas.
Morto, sim , este nobre maléfico Cavaleiro esteve, este Diabo voador, louco, manchado pela dor de um amor.
A escuridão abraçou sarcasticamente sua paixão, a sua enorme solidão, a sua fervosa emoção, moldou sua alma, tornou seu sangrento coração numa rocha sem minha benção.
Hoje, vejo minha diabólica Musa, ladra de corações, meu Deus que Bela, que negra perola. Será minha Questão, poderei amar sem chorar? Ponho minha rocha, meu coração na triste esfera da Luz...
A luz...
Nenhuma espada poderá matar um nobre e bondoso Cavaleiro, um Cavaleiro que pratica o bem, mergulhado num mar de pecados. Perdido vagueio nesta negra floresta, perdido nas entranhas do meu coração, pobre floresta que outrora fora o céu, é agora a tenebrosa escuridão… A malvada escuridão desapareceu, reapareceu sobre forma de Luz, óh tenebrosa luz, sois a luz do Inferno, banhaste-me com a dor da morte, olhaste-me com um puro olhar sedutor, mataste-me.
Nenhuma emoção poderá matar um grotesco e malvado Cavaleiro, um Cavaleiro que pratica o mal, mergulhado num mar de boas acções. Perdido vagueio nesta sagrada floresta, perdido nas entranhas da minha mente, gloriosa floresta que outrora fora o inferno, é agora o harmonioso céu… O harmonioso céu desapareceu, reapareceu sobre forma Escuridão, óh doce escuridão, sois a negro do Céu, banhaste-me com a dor da morte, olhaste-me com um impuro olhar sedutor, mataste-me.
Um Cavaleiro morre, quando perfurado pela doce amarga espada da emoção, sente a negra luz, a transcendeste paixão, o coração jorra amor, a mente sente o aperto do coração, que abranda, que pára, que morre. Um Nobre Grotesco Cavaleiro morre. Poderá um Cavaleiro voltar a amar?
Minha musa da noite, haveis roubado, saqueado meu coração, com seus sorrisos e caricias.Sois mais que uma flor, sois mais que uma rosa encarnada, vermelha, encantada, repleta de doces e suaves espinhos, que amo e admiro, és meu amor e por ti suspiro.Teus longos cabelos loiros, são estradas repletas de paixão, mergulhados na emoção do meu coração, perdidos nas maravilhosas entranhas da devoção.
Teus olhos são culpados, são culpados...
Esta noite procurei por ti, na imensa multidão, na imensa escuridão, no olhar morto dos meus olhos… Estavas tu, presente distante, resplendente , ardente em minha furiosamente e afogada mente… Respiro, não… suspiro… Se a saudade matasse, morto eu já estaria, aprisionado no belo e azulado céu. A saudade que sinto por ti, cresce, rejuvenesce, adiciona-se, multiplica-se, capitaliza-se… Se o amor arde sem se ver, então meu amor, arderei jorrando angélicas e cristalinas lágrimas de dor.
No mundo das sombras, onde o mar é vermelho sangue, as fontes jorram ódio e os rios o sofrimento, uma pequena sereia negra doce e meiga rejeita o seu mundo, ou melhor o mundo do seu pai, o Anjo Caído, o Grande Senhor Lúcifer, que espreme e queima ferozmente as almas perdidas e rejeitadas pelo Divino, Senhor dos Céus. Sua alma trancêndente imunda de ódio e desilusão, move-se no vazio, vagueia na triste solidão, busca o seu Cavaleiro na dor, no fervor do amor. Duas longas negras asas têm nas suas costas de veludo carmim... Voâ Yduj, voâ, procura noutro mundo, teu amor... Liberta-te do poder da EsKuriDão...
Desimaculada e escaldante possuidora da grandiosa mão morte, onde estão traçados os seus sentimentos sádicos de angustia obscura, tatuados pelo Angelus Loci Faber Castel. Com ela controla a vida dos imorais, que movidos pela insansatez se sujeitam ás suas ordens. A sua unhaca negra reflecte a sua triste infância em Petrus Combra, atenuada pelo dominio do sol sombrio e sonolento que Lucifer lhe prometera numa noite trovejante. As suas lagrimas de solidão devem-se ao afastamento da sua irmã, Deusa Gema e seu cunhado Deus MotherBoard, que se exilaram no Jardim de Éden após várias negociações com Lucis e o Divino. Abandonou o seu cargo, após secar as suas gordas lagrimas de desilusão, caminhara sobre as linhas do seu fado para junto da janela, vira então DarkPlanetMonkey graças ao seu longo pescoço que incomodava os morcegos que por ali voâvam. Dirigiu-se até ele, saltando de galho em galho sob o horizonte negro do inferno.
Doi olhar para trás, para um mundo de fantasia, onde reina a ironia, o amor e o ardor. Agora vejo mágoa que magoa, coração sem paixão, sem emoção, sem devoção. Rios de sensações, aguas passadas que agora choradas. Sangue derramado, alma destroçada... Cavalgando sob o vento, caminhando sob as linhas contorversas do infinito, que me puxam e me anulam, que se adicionam e me pressionam, que se subtraiem e me atraiem, que se multiplicam e em mim implicam, que se dividem e em mim incidem. Que me fuzilam, que soltam o seu poder da escurdião, de solidão, de tristeza e desilusão.
As correntes da vida prendem-me, sugam a minha energia, tornando-a numa vida exotermica. A força util é agora inutil... Quero aumentar a energia mecânica, a cinética e a prontêncial gravitica, mas não posso, não me deixam... As prateadas correntes traduzem a morte da minha alma, o meu espirito aprodece ao suberbo luar que ilumina a imensa dor, a dor mais profunda, a dor de um amor, de um coração partido que arde nas chamas das lagrimas cristalinas.
